Sobre este texto da
Lucia (aliás, uma cronista da pesada!) - porque penso parecido: não me conformo com o consumismo dessa época.
Também penso nas pessoas sozinhas, sem grana, e fico imaginando o que dentro delas acontece. Deve ser uma sensação horrível, de mais solidão ainda, essa de não ter de quem receber nada, não ter com quem compartilhar as rabanadas nem de quem receber um beijo. É uma sacanagem o que a mídia faz, é uma sacanagem o que o comércio faz.
Então, eu disse lá no blog para Lucia: durante o ano todo eu olho pros lados, faço o que posso se alguém precisa, não sofro de pãodurice. Sempre dou presente fora de datas, ou porque fui não sei onde e achei algo interessante, a cara da pessoa. Gosto de ser assim e assim sou.
Mas nessa época, tou fora e não sinto culpa nenhuma! Acho absurdo a gente se entregar a esse pandemônio natalino, sabe? Tudo bem que criança merece aquela festa com presentes, mas não com consumismo - aliás, nós tb! Mais legal é fazer do dia uma festa de aconchego e alegria por estar com quem a gente gosta. Se não for assim, não vale.
Também sinto MUITA saudade de muitas coisas e pessoas nessa época, mas sublimo e, quando estou afim, nem saio, descanso em casa, na boa. Faz bem e é sempre gratificante se deixa a gente em paz.
Paz é escolha tb, né não? Se você tem uma família adorável, nem pense 2 vezes em desgravar a fita do consumismo e mandar bala num natal diferente, cheio da criatividade.
E digo o mesmo para você, que se perde nessa maluquice e depois fica deprimido porque caiu na armadilha. Relaxe, o mundo não vai acabar no fim de ano, é só mais uma festa de aniversário onde o aniversariante nem sabe o que é shopping :c)