Cada dia de uma vez. Novesfora: amanhã recomeço, pacientemente... Sintam-se à vontade :c)))






Arquivos
outubro 2007
setembro 2007
agosto 2007
julho 2007
junho 2007
maio 2007
abril 2007
março 2007
fevereiro 2007
janeiro 2007
dezembro 2006
novembro 2006
outubro 2006
setembro 2006
agosto 2006
julho 2006
junho 2006
maio 2006
abril 2006
março 2006
fevereiro 2006
janeiro 2006
dezembro 2005
novembro 2005
<< current



online
on-line





Novesfora
« maio 2007 | Principal | julho 2007 »


sábado, junho 23, 2007



Assim, sorridente,
quero crescer e ser gente.

Mas antes que a vida me apoquente...

jogar bola pular corda amarelinha pique-esconde soltar pipa (papagaio, cafifa) seu-mestre-mandou

bicicleta
rock and roll
pintar o sete
fazer tudo que seu-mestre-não mandou
revirar o quarto
pintar retrato
chutar latinha...



Depois que a vida toma conta,
o trabalho é dobrado:
desarmar, arrumar,
virar de ponta a cabeça
o coração
que a dor, por certo,
acelera.


fale aqui ()


Gin.link

sábado, junho 16, 2007


Vida, A.

Deve ser essa coisa engraçada
feita de círculos concêntricos
(nada umbigocêntricos)
brilhantes e interdependentes
como um cosmos -
macro / micro mundo impaciente
e insondável

Energia fascinante,
roda, brilha, enreda,
sufoca às vezes,
outras tantas alegra,
desconsola...

Deve ser presente de um amigo oculto,
que sem compasso - só espera,
concede a cada um
sua quimera
seu caminho e história
gravados num círculo único.

A vida?
É lutar por ela:
antes do útero
até que o círculo dê sua volta completa.

Mesmo que a pedra atropele o caminho,
ainda que o vento desfaça o ninho
e apesar da dor de um dia vir a perdê-la.

A vida é universo
só de empréstimo...

(Gin - 2004 revisitado)


fale aqui ()


Gin.link

sábado, junho 9, 2007


A certeza é a despedida.

Sabemos dela como sabemos que um dia nascemos, mas jamais teremos certeza do quando... se no segundo imediato ao que aqui estamos ou se daqui a tanto tempo quanto o tempo que não conseguimos reter, nem medir.

Chegamos, desfrutamos e partiremos, que inútil certeza!

Porque não vivemos como se fosse essa a decisiva definição de "como viver"; seguimos o fluxo da maré ignorando, insolentemente, nossa certeza da partida, não amando como se não houvesse amanhã, não convertendo adversidades em poemas, contos, arte, diálogos.

Somos tontos e sonhadores, autores de vida nenhuma; mas cá estamos, como criadores de nossas caminhadas (predefinidas pela partida).

A menos que suicidas, dela nunca saberemos.

A menos que corajosos, nela chegaremos ousando sorrir o derradeiro, chorar a lágrima última, dizer adeus num suspiro profundo - resgate da humanidade que fica e do desconhecido e eterno que os que ficam sequer vislumbram - apenas doem...


fale aqui ()


Gin.link





hits.